segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Composição

Se a lei da atração está correta, se as técnicas da programação neurolinguística produzem seus efeitos quando usadas, se o conhecimento da parapsicologia fundamenta cientificamente que o inconsciente se constitui como nosso real e eficientíssimo condutor, vale a pena tentar cantar o que se segue com todo o controle do diafragma, com toda a energia da vontade, com toda lógica do pensamento, com toda força da emoção:

Tudo que eu sei


Tudo que eu sei
É que aos quarenta e três
A gente pode ser feliz.


1. Pode ganhar orquídeas,
    Pode ganhar coelhinho,
    Pode ganhar um vinho
    Pode ganhar coroa,
    descobrir a realeza
                de um mouro.


Não é meu,
Não é de ninguém,
Este homem é do bem. (2X)


Tudo que eu sei
É que aos quarenta e três
A gente pode ser feliz.


2. Pode fazer loucuras,
    Pode fazer "docinho",
    Pode ser "Chapeuzinho",
    Pode brincar com fogo,
    Conhecer a boa alma
                de um lobo.


Não é meu,
Não é de ninguém,
Este homem é do bem. (2X)



Tudo que eu sei
É que aos quarenta e três
A gente pode ser feliz.



3. Pode mandar "Bom dia!"
    Pode mandar beijinho,
    Pode ficar juntinho,
    Pode viver um sonho,
    Desfrutar o gosto
                deste tesouro.


Não é meu,
Não é de ninguém,
Este homem é do bem. (2X)



Tudo que eu sei
É que aos quarenta e três
A gente pode ser feliz. (2X)





quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Mística e eros - Introdução

Este é o título do livro que acabo de ler e ainda o estou "ruminando" como dizia um amigo meu, isto no sentido de que ainda é preciso "mastigá-lo" de novo e depois mais uma vez e outra na tentativa de mais absorver seus conceitos, assimilar, internalizar a ponto de descobrir caminhos para viver a integração entre Mística e Eros.

O autor do livro, Anselm Grün, OSB, monge e sacerdote benedito, é nascido em 1945 (acho que ter mais idade conta muito em algumas situações), doutor em Teologia, assessor espiritual e autor de vários livros como: "O céu começa em você", "Se quiser experimentar Deus", "Cada pessoa tem um anjo", O céu começa em você", "Os sonhos no caminho espiritual".

A tradução me parece dificultar a compreensão em alguns pontos ou é o texto original que não é tão claro. No entanto, temos que agradecer o que temos em mãos, algo necessário e sobre o que quase nada se lê, ouve ou se discute, constitui o tema do livro, antes, uma angústia velada que encontra nele muito alívio e entendimento. O autor fala de que os místicos que escrevem suas experiências têm um grande problema em achar as melhores palavras para se exprimir. Talvez more aí a causa de algumas dificuldades que encontrei na leitura.

O que apresento aqui é um resumo do texto do autor, recortes pinçados na verdade.
O livro nos propõe vencer a dicotomia corpo e alma, sexualidade e amor a Deus, e mais do que isto, aprender dos místicos que "a sexualidade é uma fonte de espiritualidade e que o eros tem a tarefa de conduzir a pessoa a tornar-se uma só realidade com Deus."(p. 1 e 2).

Comecemos por rever o que é mística e o que é eros.

Mística (p. 1 - 10)

Diversos são os conceitos. Abaixo segue alguns apresentados na obra, alguns de maior complexidade que outros, mais amplos:
1. Mística equivale à espiritualidade.
2. Refere-se somente à experiências extraordinárias de Deus.
3. "tornar-se uno pela pessoa (pela sua consciência) com um princípio divino". (Bierwaltes, 1987, p. 39).
4. "a tomada de consciência direta da presença do divino"e...o fenômeno originário de maior intensidade e da interioridade mais vital" (L. Richter, RGG, p. 1237).
5. "A experiência mística é um evento cognitivo e/ou de amor entre o ser humano e Deus, orientado ao mistério, dificilmente comunicável, derradeiramente inefável, experimentado pelo ser humano como gratuito e como dom de uma uniào com Deus, sem esforço". (Haas, 1989, p.43).
6. Na mística nào está em jogo uma assimilaçào de Deus (homoiosis), mas de tornar-se uno com ele (henosis)". "O místico nunca é idealista, mas realista". (Struve, 1981, p.124). Nào está em questào a perfeiçào, mas a realidade.
7. A mística consiste em estar desperto e atento: "A meu ver a mística consiste em estar atentos nào aos porquês muito distantes, mas às raízes vitais das coisas e pessoas totalmente próximas a nós...". (Roeck, 1991, p.88).
8. O termo deriva do adjetivo grego mystikos, correlato ao verbo myo, que quer dizer fechar os olhos e a boca para a transformação interior num mistério, e do verbo myeo, significando introdução aos mistérios.
8.1 Platão desenvolve uma mística filosófica  "onde se une a ascese do espírito à visào espiritual mais alta e verdadeira, através do erotismo". (Haas, 1989, p.29).
8.2 A filosofia neoplatônica compreende a mística nào mais em nível cultural, mas espiritual. A mística é conhecimento de uma verdade envolta pelo mistério. Ela se refere ao ocultamento do divino fundamento do ser, que pode ser interiorizado somente por aquele que se separa da multidão, abrindo-se para Deus pela ascese e pela meditação. (Wulf, 1963, p.182)

Considerando a história da mística, temos dois tipos diferentes de mística:
1. Uma está em unir-se a Deus no fundo da própria alma - mística da essência.
2. Outra é a mística do amor.

A síntese integradora dos dois tipos é mais realista: para a mística do tornar-se uno está em jogo o amor a Deus que plenifica o nosso mais profundo desejo, assim como, para a mística do amor está em jogo o tornar-se uno e fundir-se com o amado.

Esta síntese nos libera da impressão de que a mística tem sempre a ver com experiências extraordinárias e com piedosas efusões da alma, além de também libertar da tentadora oposição de alguns teólogos entre uma mística do tu e outra do ser. Na tradição cristã o que se vê é a presença de ambas polaridades:
1. A procura de Deus por parte do amante, o debruçar-se para o amado e;
2. Tornar-se uno com Deus no fundo da minha alma.

Eros (p. 10 - 11)

Também de Eros temos diversos conceitos, que seguem abaixo:
1. Na mitologia grega ora temos que eros é o primeiro dos deuses e une os opostos.
2. Ora nos mitos gregos eros é um garotinho selvagem, independentemente de idade ou classe social, fere o coração dos seres humanos.
3. Para Platão eros é "um ser intermediário entre mortais e imortais".
4. Jung fala da escala erótica das quatro mulheres: Eva, Helena, Maria e Sofia (Jung, 1973, §210), sendo:
    4.1 Eva: a mãe originária.
    4.2 Helena: eros como predominância sexual, sobre um plano estético e romântico.
    4.3 Maria: "eleva o eros à devoção religiosa e depois o espiritualiza".
    4.4 Sofia: representa a sabedoria de eros; "revela uma espiritualização de Helena, portanto, de eros simplesmente". Portanto, eros é mais que sexualidade.

Portanto, eros é mais que sexualidade.

"Eros está numa relação com a sexualidade, porém não coincide com ela...Eros pode penetrar a sexualidade, humanizá-la, porém, em definitivo, a supera. É um 'potencial energético' (P.K. Kurz) que não apenas produz atração sexual, mas põe também a pessoaem relação com a língua, o mundo, a natureza, a profissão e os grupos sociais, com a arte. Na ausência de eros, dificilmente dar-se-á uma religião que toque e comova o coração" (Stoeckle, 1988, p. 332s.)

Quando falamos de Mística e Eros, eros:
- pode ser a força motriz - Eva - que nos conduz a unir-nos a Deus.
- pode agredir-nos e ferir-nos - Helena - principalmente como o adolescente selvagem da mitologia grega.
- segundo Sócrates, tem "em si o impulso para a salvação e a cura - Maria.
- é energia psíquica que nos estimula porque se trata de crescer - Sofia - nos abrir a procura do belo e do mais belo, da verdade.

Segundo o Simpósio de Platão, com o qual podemos perceber que a escala erótica de Jung se relaciona:
- eros é o deus que cria, o espírito criativo do homem - Eva.
- eros é aquele impulso em nós que nos faz desejar a uniào com uma outra pessoa num amor sexual ou de outra forma - Helena.
- eros é o desejo pela totalidade, pelo sentido, pela integração" - Maria.
- eros desperta em nós o desejo de saber, faz-nos procurar apaixonadamente a união com a verdade - Sofia. (Müller, 1989, p. 65)

Eros como desejo de fusão com o amado e como procura da verdadeira vida nos impulsiona sempre de novo para:
- o caminho espiritual
- nos tornar unos com Deus
- crescermos além de nós mesmos e podermos respousar no êxtase de amor em Deus.

Mística e Eros (p. 12 a 13)

A ligação da Mística e Eros tem valor para todos, celibatários ou não, que queiram viver a sexualidade de tal modo que, transcendendo-a, possam chegar a Deus.


Referência:

GRÜN, A.; RIEDL, G. Mística e eros. Curitiba: Lyra Editorial, 2002. p. 1 - 13.



sábado, 23 de julho de 2011

Aos casais

Poucos casais vivem bem.

Porque pouco suportam (nos sentidos de ser capaz de segurar ou carregar o outro em certos momentos que o outro necessite e de tolerar um pouco do que no outro não é tão agradável assim).

Porque pouco se doam (tem homem e mulher que não sabe ainda o que agrada o outro e nem procura saber. E ainda pior é quando o homem ou a mulher sabe o que o outro gosta e não oferece, não faz, não se esforça, não tenta, não se supera, não quer aprender o que não sabe, e nesses casos as desculpas e justificativas são muitas, esquecendo que pra isso não tem perdão - estar na relação sem empenho, sem interesse, sem alimentá-la). 

Porque pouco sabem receber (digo isso porque tem homem e tem mulher que não sabe aproveitar o que ganha do outro, seja um bem material ou um gesto de carinho, não se permite sentir, degustar, desfrutar daquele momento em que o outro está lhe oferecendo seu melhor. O outro precisa do reforço positivo pra continuar fazendo aquele agrado, o outro precisa saber que você gosta do que ele fez, o outro precisa ver o brilho nos seus olhos com o que ele foi capaz de fazer, o outro merece essa recompensa. E se você não gosta de nada que o outro lhe oferece, o que você está fazendo na relação?).

Ou porque cada um dos dois faz isso em tempos e momentos diferentes.

Ou porque só um dos dois faz o que constrói um relacionamento bom e gostoso.

Ou porque têm perspectivas, sonhos, projeções diferentes e não afinaram as cordas do violão da vida. (É isso! Há muitos casais desafinados. E disso eu entendo...afinação. Um ou os dois quer que o relacionamento se harmonize sem ter que usar o ouvido. Sim! Para afinar um instrumento é preciso ouvir bem, ouvir muito, ouvir com cuidado e atenção. Depois é preciso ajustar o som, corrigir, a exemplo de um violão, apertando ou frouxando a tensão das cordas. E o curioso é que um instrumentista raramente se desfaz de seu instrumento, mesmo que ele não esteja "segurando" a afinação, a primeira coisa que pensa é em consertar e conservar. Haveria mais cuidado com um instrumento musical do que com um parceiro?).

Mas há casais que vivem bem.

Nem sempre na mesma casa.

Nem sempre numa relação assumida.

Nem sempre numa relação de mesmices, como a mesma idade, a mesma formação, a mesma religião, a mesma etnia, as mesmas preferências, a mesma renda, as mesmas posses.

Nem sempre aos olhos dos outros.

Nem sempre alegres ou saudáveis.

Nem sempre com  todas as necessidades básicas supridas.

Nem sempre profissionalmente e socialmente bem colocados.

Nem sempre com o acesso aos bens culturais que gostariam.

Nem sempre provocando melhorias sociais.

Mas sempre juntos! Alternando o olhar um para o outro e os dois para o mesmo ponto. Num exercício como diria Teilhard Chardin...de centração e descentração.

Mas sempre procurando fazer bem ao outro.

Mas sempre procurando corrigir o que não foi bom.

Mas sempre desenterrando pequenas gentilezas.

Mas sempre discernindo a hora de calar e de falar.

Mas sempre escolhendo o melhor jeito de fazer ou de dizer.

Mas sempre com a intenção de que tudo dê certo.

E é isso que será medido: o quanto amou. E amar é tudo aquilo que já postei em 12.07.10 com o título "Amar".

Não importa quantos anos durou. Importa quanto amou durante qualquer tempo.

O casal que vive bem ama muito.

E a gente sabe. A gente vê. A gente devia chegar perto e dar os parabéns.

Está no cenho, nos gestos, no tom de voz, na graça...isso mesmo...ela se enfeita...ele estufa o peito.

Aparências só?

Acredita que são só aparências mesmo?

O corpo fala, já dizia Pierre Weil. E eu acredito nisso.

Sim, casais que vivem bem ficam bem na foto a qualquer hora, vem de dentro o que modela o corpo.

Viva os casais que vivem bem, de qualquer geração, de qualquer classe econômica, de qualquer lugar, de qualquer tempo, de uma relação consumada ou sublimada, mas de uma relação que faz cada um dos dois crescer e dilatar até religar com o sagrado.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Uma sensação na pele

Aproveito de uma reportagem antiga (05.07.07) pra propor uma campanha.

Observe na foto abaixo a postura do macaco, o aninhamento, o aconchego. Ele sabe que não é a mãe? Claro que sabe. Não há calor. Não há movimento. Não há emissão de som. Mas há uma sensação na pele de toque suave, agradável, sutil, mesmo que não o segure, não o agarre, não o enlace. E mesmo sem calor, sem movimento e sem enlace, só pelo toque suave ele busca de novo, ele se agarra.

Quem desconhece essa sensação deveria ficar sozinho uns dias e depois disso experimentar o toque da pelúcia, para além de entender a situação racionalmente poder entendê-la empiricamente. Com isto consegueria imaginar melhor o que passsam crianças, jovens, adultos e idosos em situação de abandono, quer em instituições sociais ou pior, também em suas próprias casas.

A campanha é simples e você já deduziu: "Dê um bichinho de pelúcia a alguém", há sempre uma carência de afeto a ser suprida em algum momento da vida". Isto é pouco frente ao calor humano que lhe é devido e não lhe chega, mas ameniza a ausência. Diriam os céticos que isto é palhativo, é panaceia, é engodo. Como queiram, mas antes experimentem na própria carne.

As creches, os hospitais, os asilos, as salas de espera, as salas de atendimento de alunos em escolas, as salas e os quartos de toda casa deveriam estar recheados de bichinhos de pelúcia, à disposição, para todo e qualquer momento, principalmente nestes tempos de alta modernidade, em que o risco de "reclusão individual patológica" (expressão por mim cunhada quando construía a dissertação de Mestrado) se faz bastante presente.

Se não é a solução, e de fato não, assim como em alguns casos de câncer a quimioterapia e a radioterapia não são, mas apenas prolongam a vida, também o toque suave da pelúcia pode prolongar a vida até que se tenha outra chance de afeto real, através da palavra, do olhar, da empostação e flexão de voz, do toque de pele humana, do abraço.

À propósito, seres humanos têm se utilizado da relação com animais domésticos durante essa espera, eu ainda prefiro os de pelúcia, até porque o risco de provocarem crises alérgicas diminuiu muito com a carcterística de "laváveis".
"Nada substitui o talento" dizia a propaganda do prêmio da Rede Globo "Profissionais do ano" aos melhores publicitários e, assim também os bichinhos de pelúcia não substituem o afeto, a campanha é só um caminho para ele, é um alerta para a falta dele.

Foto
Ali, um filhote de macaco-aranha, foi encaminhado para o Hospital Veterinário do Zoológico de Sapucaia do Sul (RS) depois de ser rejeitado pela mãe. Ele tem 7 meses e é "criado artificialmente" na unidade. Segundo o veterinário Claudio Giacomini, Ali fica agarrado a um bicho de pelúcia para se sentir protegido. "É a referência dele. Se tivesse a mãe, ele estaria agarrado a ela", afirma (Foto: Miro de Souza/ Ag. RBS)
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL64260-5598,00.html

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Tributo aos educadores

Depois de um episódio de sofrer a ação de extrema falta de civilidade de uma pessoa no trabalho, exorcisei os demônios que me convulsionavam, pegando a estrada à noite, aliás, toda bem sinalizada como requer a modernidade para conforto e segurança da vida humana, e acelerando nos melhores pontos, pra desfrutar calmamente da sinuosidade de outros, enquanto ouvia Rock Light. O destino era a luz no ponto de fuga, que curiosamente coincidia com um lugar que abrigou por algum tempo uma pessoa altamente civilizada, excessivamente perspicaz e visionária, extremamente objetiva e firme, equilibradíssima, amorosa apesar de raramente afetuosa. Acho que fui procurar "colo", como se o lugar guardasse a essência dessa pessoa. Bastou o tempo relativamente rápido de ir e vir, sem parada alguma, para destilar o veneno acumulado no fígado. E aí foi possível pensar no reverso da moeda, no avesso daquela situação inadmissível de deselegância, de selvageria, de curta visão, de ignorância, de descontrole, de amoralidade, de mediocridade a que me obriguei ficar por um tempo.
Não posso deixar de lembrar o que disse-me o ex-marido advogado uma vez, que eu devia fazer o curso de Direito e trabalhar com tribunal de júri, não perderia um. Acho que levei a sério isso sem entrar oficialmente para o campo de trabalho jurídico, mas sim no campo dos embates quaisquer que se nos apresentam, e são muitos no exercício da minha profissão. E fazer um leão que ruge miar como um gatinho demanda muita energia, coisa que salário algum paga, mas paga ao menos a dose pra aliviar o dia...rs.
O reverso do desrespeito, do desconhecimento, da falta de delicadeza com os profissionais da educação, tentei expressar no texto que segue, validando o precioso trabalho do educador, dando-lhe o justo feedback.

Caríssimos Professores, Educadores,
boa noite!
Começarei por comentar esta forma de tratamento que gosto de usar, e em especial com vocês...”Caríssimos”. Talvez para alguns gere até uma desconfiança...”Será que é costume dela usar? Será que ela está sendo sutilmente irônica? Será que ela é assim superlativa, "hiperbólica", exagerada? Será que aprendeu nos livros, achou “chique” e resolveu figurar de “letrada”? Será que realmente ela me acha uma pessoa cara?
Qualquer coisa que eu diga, só se tornará verdade pra você se você sentir, perceber, constatar coerência entre o que eu lhe digo e o que lhe faço no dia-a-dia. Bem, espero mesmo que em nosso cotidiano, em nosso sempre pouco convívio, eu consiga ser coerente com o que de fato quero dizer com “Caríssimos”:
                                             VOCÊ É UMA PESSOA IMPORTANTÍSSIMA!
Primeiro porque é gente. E isso basta. E isso é suficiente para justificar o “caríssimos”.
Mas há outros motivos:
- VOCÊ SE FAZ LUZ NO FUNDO DO TÚNEL DA IGNORÂNCIA!
- VOCÊ É UM GIGANTE EMOCIONALMENTE, SUPERANDO-SE DIARIAMENTE NA CAPACIDADE DE AUTOCONTROLE, COMPREENSÃO E RECONDUÇÃO DOS NÍVEIS DE CIVILIDADE, MUITAS VEZES EM DECLÍNIO À SUA VOLTA.
- VOCÊ ABRAÇOU, APAIXONADO (A) O ÚNICO CAMINHO DE SUCESSO E DE FELICIDADE REAL, O DA EVOLUÇÃO, DO CRESCIMENTO, EM TODOS OS SENTIDOS. Como sei que é apaixonado (a) pela evolução e crescimento? Simples. Você quer que outros sigam o mesmo caminho...por isso é educador...não consegue guardar só pra você o que sabe, o que vislumbra.
- VOCÊ MOVE A HUMANIDADE PARA FRENTE E PARA CIMA, E COM SEU HUMANISMO CRISTÃO OU NÃO, DÁ À GERAÇÃO MAIS NOVA OUTRAS POSSIBILIDADES DE VISÃO DE MUNDO QUE NÃO APENAS A MERCANTILISTA, A DO INDIVIDUALISMO, A DA EXPLORAÇÃO, A EGOCENTRISTA, A UTILITARISTA, A IMEDIATISTA, A REDUCIONISTA. Você sabe “usar as coisas” e “amar as pessoas”.
- VOCÊ TEM O PODER DE SOBREVOAR AS SITUAÇÕES MEDÍOCRES CRIADAS POR QUEM TEM POR HORIZONTE APENAS SEU UMBIGO; VER LONGE AS GRANDEZAS A SEREM ALCANÇADAS E; INCANSÁVEL E ESTRATEGICAMENTE FAZER ALÇAR VÔO OS DE ALMA LEVE E SEDENTOS DE CONHECIMENTO.
- VOCÊ SE FAZ PRÓ-ATIVO (A) ONDE E QUANDO HAJA UMA SITUAÇÃO EXIGINDO DIREÇÃO, MOVIMENTO, RESULTADOS.
- VOCÊ NÃO TEM SIDO RESPEITADO (A) E VALORIZADO (A) DE FORMA JUSTA POR GRANDE PARTE DA SOCIEDADE E TEM SUPORTADO ATÉ CONDIÇÕES FINANCEIRAS E MATERIAIS AQUÉM DO QUE OUTRA PROFISSÃO PODERIA PROPORCIONAR, PELO IDEAL DE UM MUNDO MELHOR.
- VOCÊ É UM EQUILIBRISTA, SEMPRE FAZENDO TUDO DAR CERTO, APESAR DE TANTOS EMPECILHOS E REVESES.
- VOCÊ RESISTE À TENTAÇÃO E ÍMPETO DE EXPLICAR O VALOR DE SEU TRABALHO, OU QUANDO O FAZ, É SEMPRE COM A DEVIDA AUTORIDADE E INDIGNAÇÃO DE QUEM ESPERAVA QUE O OUTRO JÁ SOUBESSE.
- VOCÊ NÃO SE VENDE, NÃO NEGOCIA PRINCÍPIOS, VALORES, NÃO PERMITE QUE AVILTEM SUA INTEGRIDADE, FAZ-SE RESPEITAR E “EXPULSA OS VENDILHÕES DO TEMPLO” QUE SONHAM E TENTAM TRANSFORMAR A ESCOLA EM CASA DE COMÉRCIO ONDE POSSAM COMPRAR PARA SEUS FILHOS  APROVAÇÕES, PRIVILÉGIOS, PERMISSIVIDADE E COM AMEAÇAS ESCRACHADAS OU SUTIS. Esses só sabem “amar as coisas” e “usar as pessoas”.
Depois desse começo quero apenas dizer: só mais alguns dias e você professor (a) terá as merecidas férias, para que recupere as energias, as crenças, as perspectivas, os sonhos.
Desejo que a vida lhe presenteie com tudo que há de bom, de belo, de verdadeiro porque você merece receber multiplicado o que dá.
Eu lhe agradeço pelo mundo melhor de amanhã.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Comunhão humano-divina

Todas as comunhões que estabelecemos com as pessoas, ou tentamos estabelecer, são expressões da busca da única comunhão que sacia, que completa, que é plena, a comunhão com o Absoluto. Quando conseguimos estabelecer comunhão com alguém, experimentamos um pouquinho do que é a comunhão com Deus, mas como somos imperfeitos, queremos mais, e de novo, e tudo, e continuamos procurando. Essa é, então, a nossa chance de não nos satisfazendo com o outro, encontrarmos Deus no pão e no vinho.

Sacramento da Comunhão




Fonte:
http://www.youtube.com/watch?v=mK-2D3qo-f8

domingo, 3 de julho de 2011

Os últimos dias

Meu purgatório é molhado, frio e escuro, tal qual os últimos dias.
Opa! Onde estou?
Pagando dívidas? Fazendo novas?
Vivi muitos anos sem dever coisa alguma
e acabei por pagar a conta dos outros.
Agora tenho feito eu alguns "cachorros".
Será que pra eu entender aqueles (aqueles outros)?
Será que pra aqueles se entenderem?
Será que pra eu cortar minhas falsas asas?
Será que me contaminei?
Será que limpei as lentes do meu óculos?
Será que ainda vou ter direito a um dia seco, quente e iluminado de sol?
Faço tudo por isso, ainda.
Mas preciso de luz, de calor, de ordem, de cor, de intensidade, de segurança, de profundidade, de vibração, de brilho, de sonho, de conquista, de espaço, de movimento, de repouso, de dividir o pão, de beber o mesmo vinho, de construir conhecimento, de beleza, de confiança, de colo...de absoluto...Absoluto...Esse...Esse que é tudo...que é maior...mais forte...mais sábio...mais afetuoso...mais belo...mais presente...mais fiel...mais humano...e mais divino...Esse...que olha pra mim...que me vê...que me abraça...que ri comigo...que me segura firme...que me encoraja...que não me larga...e que não me prende...que me quer saltitante...que me tira os óculos...que me chama pra festa...que me espera...que me atrai...que me recebe...que me deixa ir... e que me tem sempre de volta...que me satisfaz...que me suporta...que me inspira...que me faz leve...que me quer...que me respeita...que é explícito...que é corajoso...que me afaga...que me corrige...sem me machucar...que sempre vou amar...que sempre vou buscar...que sempre vou encontrar...em cada um que for um pouquinho do Absoluto...um pouquinho amoroso...um pouquinho verdadeiro...um pouquinho belo...um pouquinho bom...um pouquinho Deus.